sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Já ouviram falar de "FOMO"?


Segundo parece, esta palavra já se encontra no dicionario e quer dizer mais ou menos o seguinte:

"Sigla de fear of missing out

medo de ficar de fora (forma de ansiedade que ocorre em alguém por não estar a par de tudo o que acontece numa determinada rede social)"

E esta, hein?

Mas acrescento que apesar de ser um sentimento potencializado pelas redes sociais nao necessita necessariamente ser causado por elas.

Para tornar a nossa vida pior ainda apareceram as redes sociais que tem o poder de nos mostrar tudo aquilo que no fundo estamos a perder. Que muitas vezes nos fazem comparar a nossa vida com a dos outros, que nos influenciam, que nos roubam tempo. 

E gente, eu amo as redes sociais, é atraves delas que me sinto menos isolada por estar longe e tenho imenso prazer em ver como vai a vida das pessoas de quem gosto. Mas nao raras vezes provoca-nos reaccoes que de outra forma nao teriamos.

A melhor forma de lidar com este tipo de ansiedade, consiste realmente na mentalização de que para vivermos umas coisas vamos ter inevitavelmente de perder outras. 

Comparar a nossa vida com a de outras pessoas é o que de mais injusto podemos fazer com nós proprios. Na verdade só comparamos aquilo que as redes sociais mostram que nao mais é que o bom da vida, o glamour, o que nao dá vergonha mostrar, o que nos poe numa posicão de ter alguma coisa para mostrar. No entanto esquecemos que tudo o que é positivo e é uma conquista implica algum sofrimento que nao é mostrado, sofrimento esse que se pensarmos nele de uma forma consciente muitas vezes nem estamos dispostos a aceitar.

Uma das coisas que ajuda é saber quais sao os nossos valores intocáveis.

E isto é muito importante porque penso que tudo nos afecta mais ou menos dependendo muito da força com que estes valores sejam verdadeiramente inalteráveis para cada um de nós. 

Todas as escolhas que fazemos na vida tem um custo. Por melhor que sejam, implicam sempre uma perda. E mesmo quando achamos que nao temos qualquer escolha, já estamos na verdade a escolher. O necessario é aprender a relativizar e nao basear o preço do custo numa suposta falsa ideia de felicidade que aquela experiencia nos ia dar porque é provavel que isso seja so a nossa imaginação a trabalhar.

O segredo é aproveitar o momento com as escolhas que fazemos sejam elas quais forem e ter a consciencia que a vida dos outros nao é a nossa. Que as lutas sao diferentes, as cedencias sao diferentes e os principios e metas de cada um tambem sao diferentes. 

Partilhar o que nos deixa feliz e as nossas conquistas é sempre bom, mas nao nos podemos deixar afecta nem tao pouco comparar. 

A felicidade é algo muito subjectivo, depende muito de cada um e aquilo que para uns significa sucesso para outros nao é mais que simples banalidade. 














E assim, ficamos todos a ganhar!

Calma que hoje o assunto é sério.

Hoje vou divagar sobre coisas importantes. Acalmai os cavalinhos, sentai o pacote e pensai comigo.

Já, alguma vez vos perguntasteis quanto dinheiro torrastes, seus gastadores de uma figa nessas C&A's, Primarks, H&M's, Zara's... deste mundo?

Tudo a revirar os olhitos e já a fazer contas!
E em antes que tenham um colapso mental, vamos abreviar: foi muito. Que levante o dedo quem nunca na sua vida comprou nada, nem um par de meias em Fast Fashion. Na verdade ainda há alguns resistentes, na maioria todos eles com mais de 50 anos e gente maravilhosa que sabe o que é bom e geralmente vive a milhas das grandes metrópoles (porque lá está, sabe o que é bom).

Grande parte do povo da minha idade, gente jovem na casa dos 30, é do tempo em que roupa nova, só nas festas do ano. Em que havia uma roupa de andar durante a semana e outra para os Domingos e so se comprava outra coisa para substituir se a velha ja estivesse a cair aos pedaços. É que naqueles tempos as calcas rasgadas levavam remendos, as botas iam ao sapateiro, roupas dos primos e irmaos tinham direito a uma terceira, quarta ou quinta vida e na verdade so acabavam no lixo se coitadinhas, já nao tivessem mais salvação possivel.

Na altura, os pais compravam o que precisavam nas feiras porque era mais barati. Ás lojas só se ia em ocasioes mesmo especiais: comunhoes, casamentos ou qualquer outra festividade que implicasse que a pessoa fosse ali nos trinques. Havia ali um distinção muito evidente na qualidade. Uma camisola das lojas era uma peca capaz de durar 2 vidas, que se lavava e nao encolhia nem ficava cheia de borbotos ou malhas repuxadas e por isso era cara. Na feira era material mais fraco e portanto bom para usar no dia a dia, no trabalho ou no caso dos putos, na escola.

Com o tempo começaram a abrir por perto certas lojas em que se vendiam roupas extremamente modernas por precos mais baixos.

E o pessoal comecou a aderir fortemente a isso.

As feiras foram perdendo a clientela e tiveram de aumentar o leque de oferta e as lojas para competir com os preços foram obrigadas (algumas) a ter peças com mais design mas menos qualidade para competir com os preços.

Toda a gente ficou a perder.

Desde a concorrencia que considero desleal no mercado até ao proprio consumidor que pensando que paga barato paga carissimo, o unico que ganha sao essas mega cadeias de fast fasion que existem a pontapés por todo o lado.

Os artigos nacionais que vendiamos nas feiras e lojas passaram a ser em muitos casos substituidos por produtos made in cascos de rolha, com fraca qualidade e mais baratos mas que permitiam ter mais lucro.

E foi assim durante uns bons anos. Ir á feira passou a ser uma chatice porque por aqueles preços uma pessoa ia á Bershka e comprava lá umas coisas todas modernas, bem mais giras e com mais bom gosto. Por isso criou-se imenso a ideia que o que é vendido na feira é foleiro. E em muitos casos, plamordedeus, é mesmo.

No entanto, e se calhar porque nesta fase da vida me encontro um pouco farta de comprar merda, tenho atentado mais na qualidade do que compro.
E vou-vos dizer uma coisa, viver na cidade nao ajuda NADA.
A maior parte das lojas onde ha qualidade vende as peças por preços absurdos, preços que eu nao tenho qualquer condição de pagar. A titulo de exemplo:
Tenho um casaco lindo e maravilhoso que comprei numa feira de usados por 5 eur. O casaquinho é de lã e é a coisa mais confortavel do mundo: giro, quentinho, nao ganha borbotos, basta bater os olhos nele para saber que é dos bons. Quando quis comprar outro da mesma marca, quase me cai tudo ao chao quando percebi que o mais barato que havia, custava qualquer coisa como cerca de 200 eur.
Entao, sim, eu compro muita coisa de Fast Fashion. Os meus miudos vestem muito C&A, H&M e recentemente tambem descobri a Primark.
O problema é que salvo raras excepçoes quase toda essa roupa fica com aspecto zurrado em pouco tempo e depois de algumas lavagens fica com aspecto de velha. E que é que acontece? "VOU TER DE COMPRAR NOVO". E se fizermos contas á vida, o que se gasta nessas lojas por ano, sao autenticos rios de dinheiro.

Por outro lado tenho notado que a qualidade nas feiras em Portugal é cada vez maior. Eventualmente será pelo facto de eu me ter tornado um bocado conas a inspeccionar as peças so para ver se vale a pena, ou de ter em mente o que pago por aqui por um produto de qualidade semelhante... a verdade é só uma: poucos sitios actualmente nos oferecem uma relaçao preço/qualidade melhor que as feiras. Claro que nao é em todo o lado e ha que saber como comprar mas se estiverem atentos compram produtos excelentes por preços muito competitivos.

Penso que os prorpios feirantes sao mais conscientes na qualidade do que oferecem. Muitos sao aqueles que vendem produtos de producão portuguesa e verdade se diga: o que é nacional é mesmo muito bom.
Sao os acabamentos, os materiais usados, o preço e ha coisas absolutamente lindas e cheias de pinta!

Se quiserem comprovar vocês, facam uma coisa bem simples: atentem nas etiquetas e na composicão e depois comparem com os preços que vos sao pedidos na loja X ou Y por uma peça com uma composicão semelhante.

A diferença é brutal.

E depois o dinheiro que gastamos lá para alem de ser bem gasto num bom produto, é bem gasto porque estamos a manter varios postos de trabalho desde o da senhora que vende na feira até ao da senhora que o produz. Só vantagens!

Quem é amiga, quem é?

















terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Amigos influentes. Ou os ratos sao os primeiros a abandonar o navio.

Segundo a revista Sabado, Armando Vara foi preso porque andou ai a fazer uns favores a uns amigos e depois "terá recebido 7.473 euros em presentes, entre 2004 e 2008: "Dois relógios", um estojo com decantador Herdade de Prata, uma caneta Dupont e uma caneta Montblanc.", a par de mais alguns dinheirinhos que isto sabeis como é, a vida custa a todos.

E isto, anda uma pessoa muitas horas sozinha a trabalhar e pensa muito nas coisas.

É que se me parte o coraçâo sabeis? Uma pessoa quando quer bem aos amigos está sempre disposta a dar uma maozinha e sabe deus nosso senhor como nós portugueses somos prodigos no famoso "Factor C". Chego ate a pensar que fomos nos que o inventamos!

Qualquer um, podendo, nao vai arranjar ali um tachinho ao amigo que precisa? Ou pedir um favorzinho a outro amigo para facilitar a vida de outro amigo? E depois é normal que ja se sabe que os favores tem de se pagar. Uma pessoa ate é falta de educaçao nao aceitar onde se viu? Se um amigo quer dar sei la... um rolex como prenda de natal? Um vale de 5000 eur para gastar na dior? Uma sessao de massagens num spa na tailandia? Uma pessoa faz o quê? Recusa?

Uma chatice. Isto parecendo que nao, é complicado e pode por ventura gerar-se ali um "mal entendido" dos diabos. Entao o homem acaba na choldra por ter feito uns favorzitos?

Um problema... até parece que nós como povo de bom coraçao que somos nao estamos sempre dispostos a dar uma maozinha para ajudar o proximo.

O Factor C, essa bela invenção da humanidade, nunca ha-de sair de moda. E os invejosos por nao receberem rolex, tambem.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Hasta los huevos, diós!

Parece que lá fora estão 6 graus negativos. É o que me diz o termometro, mas mesmo que nao tivesse uma aplicaçao no telemovel para essas coisas, era abrir as redes sociais que  QUASE TODOS os meus contactos tem alguma coisa a dizer sobre essa situação tão fora do comum para esta epoca do ano.

Estarem 6 graus negativos e consequentemente estar um frio do caraças é uma novidade grande porque estamos em Janeiro e em Janeiro aparentemente costumamos ter temperaruras amenas. E pasmem-se! As estradas estao geladas e é preciso andar de manha a raspar a geada/gelo do pára brisas do carro. E mais! Uma pessoa tem de se encapuzar até á ponta do nariz para suportar tal situação. Um despautério, onde ja se viu!

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Flores de estufa, pá!

Se nao estamos semi enterrados na neve já estamos no lucro!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Estou de bolta. Pela enesima bez. Lol

Ao longo dos anos já nem sei quantas vezes tentei começar um blog, cheia de entusiasmo "chiça pá, agora carais é que vai ser! Prepara-te mundo que vou deixar sair a minha veia literaria e até ides bater mal com esta minha veia poética!".

A coisa ate comecava bem, mas depois perdida entre os afazeres que a empregada que nao tenho nao me faz, lá me esquecia que tinha um blog e passava tanto tempo sem publicar que se desse para criar teias de aranha isto era quase o castelo do conde drácula.

Mas agora, olhai o que vos digo, estamos em 2019, e em 2019 é que vai ser! Vai ser o ano que vos vou brindar com os meus mais intimos pensamentos destrambelhados e sem sentido. Nao vos vao mudar muito a vida mas pelo menos que se lixe, rimo-nos juntos, que para chata ja basta a vida.

Pior, ate vou por o link na bio do meu Instagram que é para dar seriedade á coisa, caraismarrafodasse se tendes duvidas, agora é que vai for, daqui a nada ate sorteio uma lata de atum, que blog que é blog á seria, sem sorteio, nao é blog!

Pelo exemplo

Trabalho ha uns 4 anos com uma pessoa que decidiu iniciar-se numa jornada de “less waste” e “plastic free”. Talvez por ja me interessar ha v...