No meu caso, nao foi apenas a questão ambiental, mas tambem o acumular de coisas que me incomodava e o preço por despachar todo este desperdicio resultante do lixo que produzo, para fora de casa.
Por estas bandas, o lixo é pago... quanto mais se fizer, mais sacos se precisa e, portanto, mais se paga. E se por um lado nunca tive muita percepção do lixo que produzia enquanto vivia em casa dos meus pais, as coisas mudaram de figura, a partir do momento em que comecei a viver sozinha. Aí, foi quando fui confrontada pela quantidade de lixo que produzo por semana, que a correr bem, sao no minimo 15 kgs.
Decidi, entao, experimentar... porque não?
A Belgica, tem ao longo dos anos assumido um posicionamento muito interessante no que respeita a questao do desperdicio. Cada vez aparecem mais medidas no sentido de o diminuir e é interessante como a voz dos consumidores tem um papel tao activo. As grandes empresas promovem a nivel de competitividade accoes cada vez mais ecologicas e isso, é de louvar. Tambem, a conscencializacao assume um papel central, a começar bem cedo nas escolas e a educar no sentido da responsabilidade colectiva.
Desde então, varias alteracoes surgiram na forma como lidamos com o nosso desperdicio, cá em casa, sempre na tentativa de o diminuir.
Admito, que é um desafio constante. Do meu ponto de vista, estamos muito habituados ao conforto e á praticidade sem pensar necessariamente no tipo de consequencia ambiental que isso tem.
O facto de nao sermos confrontados com o que descartamos, nao ajuda. A maior parte vive muito bem, desde que os senhores do lixo todas as semanas passem pela porta para o recolher e nao se preocupam muito em reduzir. Não estamos habituados a isso. Nao crescemos assim. Fomos criados numa epoca de conforto, nao de necessidade. É mais facil e mais barato comprar.
Mas deixo aqui a discussao em aberto... e se não nos pudéssemos desfazer todas as semanas do lixo que produzimos, ficariam procupados? Até que ponto?
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